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Os efeitos dos diferentes tipos de estresse nas crianças. Por Jasmine Purnomo

[vc_row][vc_column][vc_tta_tabs][vc_tta_section title=”Português” tab_id=”1627578660467-b20b8dda-dd36″][vc_column_text text_align=”left”]Nós todos já passamos por algum tipo de estresse quando crianças. Talvez uma prova que você não estudou direito. Ou mudar de escola e encontrar novos amigos. De qualquer forma, é importante manter em mente que um pouco de estresse de vez em quando é natural e saudável; nos ajuda a crescer e entender como superar problemas que podemos encontrar.

Entretanto, quando a resposta do estresse é desencadeada muitas vezes, podem haver efeitos duradouros no cérebro que persistem até a vida adulta. O estresse interpreta um papel proeminente no desenvolvimento da criança. Os três tipos de estresse incluem: estresse positivo, estresse tolerável e o estresse tóxico.

Estresse positivo vai se manifestar através de aumento nos batimentos cardíacos e uma elevação nos hormônios de estresse. Tem curta duração e é desencadeado durante experiências como tomar injeções ou ser deixado na creche/escola pela primeira vez. Entretanto, com adultos que os ajudam a lidar com essas situações, as crianças aprendem gradualmente como resolver problemas e lidar com adversidades, levando ao desenvolvimento de uma resposta de estresse saudável.

Estresse tolerável pode ser mais sério. Talvez você perdeu alguém próximo ou passou por uma situação de desastre natural. Esses tipos de situações têm potencial para um prejuízo extremo no cérebro, mas com relações encorajadoras, irá melhorar com o tempo.

Contudo, as coisas podem ficar sérias quando a resposta de estresse é desencadeada mais vezes. Essa ameaça é conhecida como estresse tóxico. É forte, frequente e se prolonga por um bom período de tempo. A origem do estresse tóxico pode acontecer por inúmeros fatores, como abuso, negligência ou violência.
Esse tipo de estresse vai afetar o cérebro, deixando certas partes desconfiguradas e diferentes. Estresse tóxico interrompe o desenvolvimento da estrutura cerebral e outros sistemas de órgãos, e pode até aumentar o risco de doenças causadas por estresse durante a vida adulta. Quanto pior a experiência na infância, maiores os efeitos na vida adulta.

O estresse tóxico causa prejuízos permanentes no cérebro, focando na amígdala, córtex pré frontal e córtex cingulado anterior. A amígdala, também conhecida por ser o centro do medo, detecta coisas perigosas nas áreas circundantes e dá o sinal para o corpo agir. Mas, ele pode ser super ativado por conta do estresse tóxico.

Em outras palavras, sua amígdala está sempre dizendo ao seu corpo que você está em perigo, resultando em estresse crônico, onde alguém se sente inseguro, com medo e irritado. As vítimas muitas vezes possuem uma reação exagerada aos gatilhos pequenos, porque o trauma sensibiliza a amígdala, significando que as respostas de medo são desencadeadas por níveis menores de estresse.

O córtex pré frontal regula a resposta de estresse do sistema fazendo as coisas parecerem menos assustadoras do que são. Por fora do estresse, ajuda a regular nossas emoções e memória, bem como processamento sensorial que nos permite efetivamente utilizar nosso corpo em certos eventos, como a aprendizagem e resolução de problemas.

Contudo, o trauma faz com que o córtex pré-frontal se torne pouco ativo. Consequências de um córtex pré-frontal avariado podem incluir dificuldades em concentração, atenção e aprendizagem. Isso é porque quando estamos sob estresse, o cortisol é liberado das glândulas adrenais nos nossos rins.

Cortisol é o hormônio que aumenta nossos batimentos cardíacos, pressão arterial, respiração e tensão muscular para nos preparar para uma defesa ou fuga, também conhecido pela reação fight or flight. Altos níveis de cortisol atrapalham as habilidades da pessoa de raciocinar logicamente. Então, quando nosso corpo está sempre acreditando que estamos em perigo, haverão níveis exacerbados constantes de cortisol em nossos corpos, afetando nossas habilidades de concentração e aprendizagem.

Conectado ao córtex pré-frontal, o córtex cingulado anterior é também uma das estruturas atingidas pelo estresse tóxico. Conhecido como o centro regulador das emoções, ele também controla a habilidade de administrar emoções desconfortáveis durante um momento de muito estresse. Um córtex cingulado anterior avariado resulta em dificuldade de regular as emoções. Por exemplo, se é pregada uma peça em alguém, a pessoa pode se manter assustada durante um período longo mesmo após o fim da brincadeira.

Traumas na infância podem causar vários problemas psicológicos, como PTSD (Transtorno do Estresse Pós-Traumático), altos níveis de estresse e depressão. Entretanto, essas questões podem ser resolvidas com paciência, amor e cuidado. Pesquisas indicam que relações compreensivas e responsivas com adultos atenciosos nos estágios iniciais da vida podem ajudar a prevenir ou reverter efeitos do estresse tóxico.

Uma das medidas mais seguras para resolver o trauma de uma pessoa é o tempo. É uma boa ideia construir autoconfiança progressivamente e trabalhar para alcançar uma meta em que a pessoa se sinta segura novamente. Além disso, adultos pacientes e amorosos podem ajudar a aliviar o estresse tóxico, já que essas relações ajudarão a construir a confiança e o senso coletivo na criança, resultando nela aprendendo eventualmente como superar seus traumas.

A recuperação pode ser uma jornada longa e difícil, mas com paciência, apoio e suporte suficientes, uma pessoa pode se tornar livre desse peso.

 

Transcrição traduzida de vídeo postado originalmente por BrainFacts (2020), em colaboração com Jasmine Purnomo, pela equipe ISP. [/vc_column_text][/vc_tta_section][vc_tta_section title=”English” tab_id=”1627578660477-db0c2dab-defd”][vc_column_text]We have all experienced some sort of stress as children. Maybe it was a test you didn’t study for. Or moving schools and finding new friends. Regardless, it’s important to keep in mind that a little bit of stress from time to time is healthy: it helps us grow and understand how to overcome problems we may face.

However, when the stress response is triggered too many times, there can be lasting effects on the brain that carry on to adulthood. Stress plays a prominent role in the development of a child. The three types of stress include positive stress, tolerable stress, and toxic stress.

Positive stress will show as an increase in heart rate and an elevation in stress hormones. It is short-lived and is triggered during minor stress experiences such as taking a shot or being left in a daycare for the first time. However, with supportive adults to help them cope, children will gradually learn how to problem-solve and deal with adversity, leading to the development of a healthy stress response system.

Tolerable stress can be more serious. Perhaps you’ve lost a loved one or experienced a natural disaster. These types of situations can have potential for extreme damage on the brain, but with encouraging relationships, it will mend over time.

However, things can get serious when the stress response gets triggered too many times. This threat is known as toxic stress. It is strong, frequent, and prolonged for a long period of time. The root of toxic stress can be numerous things, such as abuse, neglect, or violence.

This type of stress will physically affect the brain, leaving certain parts rewired and changed. Toxic stress disrupts the development of brain structure and other organ systems, and it can even increase the risk for stress-related disease well into the adult years. The worse the experience in childhood, the greater the effects will be in adulthood.

Toxic stress causes permanent damage on the brain, focusing on the amygdala, prefrontal cortex, and the anterior cingulate cortex (aka the ACC). The amygdala, also known as the fear center, detects dangerous things in the surrounding area and tells the body to act. But it can become overactivated due to toxic stress.

In other words, your amygdala is always telling your body that you are in danger, resulting in chronic stress, where one feels unsafe, fearful, and irritated. Furthermore, victims will often overreact to minor triggers because trauma sensitizes one’s amygdala, meaning that fear responses are triggered by lower levels of stress.

The prefrontal cortex, or the thinking center, regulates the stress response system by making things seem less scary than they really are. Outside of stress, it helps regulate our emotions and memory as well as sensory processing which allows us to effectively use our body in certain events, such as learning and problem solving.

However, trauma causes the prefrontal cortex to become underactivated. Consequences of a damaged prefrontal cortex include difficulties with concentration, attention, and learning. This is because when we are under stress, cortisol is released from the adrenal glands on our kidneys.

Cortisol is a hormone that increases heart rate, blood pressure, respiration, and muscle tension to prepare us to fight or run away, otherwise known as the fight-or-flight reaction. High levels of cortisol impair one’s ability to think rationally or logically. So, when our body is always thinking it is in danger, there will be constant high levels of cortisol in our body, affecting our ability to concentrate and learn.

Connected to the prefrontal cortex, the anterior cingulate cortex is also one of the structures damaged from toxic stress. Known as the emotion regulation center, it controls the affect regulation, the ability to control and manage uncomfortable emotions during a stressful moment. A damaged anterior cingulate cortex results in difficulties with regulating emotions. For example, if someone gets pranked, they could remain scared long after the joke ends.

Childhood trauma can cause many psychological issues, such as PTSD, high stress levels, and depression. However, these problems can be solved with patience, love, and care. Research indicates that supportive, responsive relationships with caring adults as early in life as possible can help prevent or reverse the damaging effects of toxic stress.

One of the safest ways to solve one’s trauma is over time. It’s a good idea to build confidence progressively and work towards a goal in which one can feel safe again. In addition, patient and loving adults can help relieve toxic stress, as these relationships will help build trust and a sense of community within the child, resulting in them eventually learning how to overcome their trauma.

Recovering can be a long and difficult journey, but with enough patience, support, and care, one can finally be free of that burden.

Transcript from Jasmine Purmono’s video for BrainFacts (2020). [/vc_column_text][/vc_tta_section][/vc_tta_tabs][/vc_column][/vc_row]

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