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O que causa o medo de altura no cérebro? Por Alexis Wnuk

[vc_row][vc_column][vc_column_text]O medo de altura é uma resposta biológica natural para nos manter seguros. Não precisamos nem escorregar para aprendermos a ter medo- estudos em bebês e animais filhotes sugerem que nossos cérebros são programados para desconfiar de lugares altos. Mas para um número menor de pessoas, essa aversão natural se transforma em uma fobia debilitante que interrompe seu dia a dia.
Pesquisadores da Drexel University podem ter identificado a origem desse medo no cérebro. Trabalhando com ratos de laboratório, eles encontraram um amontoado de células que são seletivamente ativadas quando os animais são posicionados em uma plataforma alta. O trabalho foi publicado em JNeurosci, e a equipe apresentou suas descobertas na conferência da Society for Neuroscience’s Global Connectome no dia 12 de Janeiro.
“Compreender como o medo de altura é processado no cérebro pode fornecer informações sobre patologias, bem como as implicações clínicas para o tratamento”, disse Dong Wang, autor do estudo.
Wang e seus colegas implantaram eletrodos nos cérebros dos ratos, focando em uma região chamada amígdala basolateral. Estudos prévios determinaram que a região estava envolvida no processamento de medos inatos.
Quando a equipe colocou os animais a oito polegadas acima do chão, os ratos ficaram paralisados, seus batimentos cardíacos aumentaram e um grupo pequeno de células da amígdala basolateral foram ativadas. Essas mesmas células voltaram ao normal quando os animais foram movidos de volta às gaiolas. Os neurônios também não alteraram quando os animais encaram outros gatilhos que pudessem causar medo, como barulhos altos, o odor de um gato etc. Cada gatilho de medo ativou um conjunto discreto de neurônios na amígdala basolateral. 
“Juntos, esses resultados podem indicar respostas altamente seletivas de neurônios da amígdala basolateral que distinguem estímulos de medo”, disse Jun Liu.
Entretanto, as células de altura também foram ativadas durante um certo tipo de medo adquirido chamado recordação contextual. Os pesquisadores colocaram ratos em uma jaula com um piso eletrificado que produzia choques. Quando colocados nessa jaula em um momento posterior, os ratos ficaram paralisados e os neurônios de altura foram ativados.
Para Wang, isso sugere que os neurônios processam fontes múltiplas de informação sobre o ambiente. “Processamento de informação contextual parece ser altamente plástico”, ele diz.
A equipe de pesquisadores também descobriu que a intensidade da resposta ao medo de altura depende do que os ratos foram expostos. Os que passaram alguns minutos em uma pequena “sala de espera” antes de uma porta ser aberta, encararam ou uma plataforma ao ar livre ou uma fechada com paredes de plástico transparentes. Os neurônios de altura dispararam uma enxurrada de mensagens quando os ratos foram expostos à plataforma ao ar livre, enquanto a plataforma fechada só evocou uma pequena atividade das células.

Texto originalmente publicado em BrainFacts, traduzido pela equipe ISP.
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1 comentário

This Post Has One Comment

  1. Gostei muito. Vem subsidiar um caso do qual estou analisando. Pré adolescente com medo de queda (mãe teve fratura durante a gestação, 6º mês; hoje, desenvolveu medo da injeção por conta de uma Bezetacil que tomou recentemente.

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